Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Colunista de Filosofia do jornal jurídico Carta Forense (desde 2006)
Professora de Mitologia Greco-Romana (Galleria Borghese, Roma)
Professora de História do Renascimento (Nettuno e Florença)
Colunista de Astrologia & Arte no Consueloblog (Florença)
e-mail - mitologia@esdc.com.br

63 aos 70 anos ou mais

Nível do Corpo, ou Orgânico. Preparação consciente para a "vida futura", ou senilidade. Irradiação da sabedoria ou, negativamente, sentimento de tédio, de vazio, de futilidade. Condução da vida para algum tipo de consumação da semente.

Sessenta e três anos é uma idade particularmente crítica. Nesta época, o planeta Urano inicia sua quadratura minguante com sua posição natal (de nascimento) e Saturno está se aproximando da quadratura crescente no seu terceiro ciclo*.

A quadratura crescente de Saturno, por volta dos 66-67 anos de idade, pode significar uma nova e grande aventura nos domínios espirituais. Se, por outro lado, a pessoa não tem nada de positivo para oferecer à sociedade, ou não está aberta para os novos domínios de consciência, então o processo de cristalização do corpo e da diminuição da vitalidade assumirá uma força adicional.

A última alternativa ocorrerá particularmente se a quadratura minguante de Urano, aos 63 anos, tiver significado a separação gradual entre o eu criativo e o corpo, e estabelecido uma existência rotineira. Esta separação poderá ser devida a um sentimento de desânimo diante da maneira como a sociedade e o poder da tradição continuam frustrando qualquer esforço criativo do "Eu". 

Poderá também ser o resultado final do fracasso da personalidade exterior ao enfrentar a crise dos anos quarenta e ao lidar com seus resultados, de uma forma construtiva, durante os anos cinquenta.

Como sempre, o papel positivo é desempenhado pelo espírito interior.

Quando a vida pessoal cotidiana já não pode fornecer qualquer contribuição valiosa ao espírito, então este, gradual ou subitamente, se afasta. O corpo e a mente são deixados para que se desintegrem, ou para que se cristalizem por algum tempo.

O homem envelhece porque já não tem interesse na vida - por causa de um sentimento de fracasso no que se refere a realizar qualquer colheita de valor por meio da experiência pessoal. Esta é uma morte uraniana; um abandono de alguma situação insuportável, em grande parte sob um senso de derrota netuniano.

A morte saturniana, por outro lado, é o resultado lento de uma cristalização progressiva das estruturas corporais e psíquicas, que se tornaram cada vez mais rígidas e tem um conteúdo espiritual cada vez menor. Isso significa morte em automatismo, inexpressividade ou senilidade.

A razão pela qual a época da morte, com tanta frequência, não parece estar claramente registrada no mapa do nascimento deve-se ao fato de que o momento real da desintegração do corpo não é, espiritualmente, o momento mais significativo.

Muitas pessoas cujos corpos ainda estão organicamente vivos estão "mortas" interiormente, e algumas cujos corpos não funcionam mais estão realmente "vivas". Aqui, diz Rudhyar, tocamos o mistério daquilo que constitui, realmente, a verdadeira identidade de um homem.

ALÉM DO SEPTUAGÉSIMO ANO DO CICLO DE VIDA:

O senso de responsabilidade para com o nosso próprio futuro espiritual e o da humanidade, que pode ter dado uma direção nova à vida depois dos 60 anos de idade, pode levar a uma "terceira puberdade" perto dos 73-74 anos de idade, quando Saturno atinge o ponto em que forma a sua terceira oposição à sua localização natal. 

Se o final da vida está sendo dedicado à tentativa de se tornar uma semente para o futuro, em termos daquilo que o indivíduo realizou durante a sua vida, então agora se pode estabelecer um novo ritmo de contatos-vida (73-74) entre o indivíduo e a sociedade e entre o ego consciente e o espírito interior, dependendo de onde está concentrada a atenção.

Se o corpo suportou a tensão deste novo tipo de relacionamento a partir dos 70 anos de idade, então os frutos desse novo relacionamento levarão a uma nova mudança de magnetismo aos 77 anos de idade.

Esta idade (77 anos) corresponde a 7 vezes 11 - pois 11 é o número do Sol e da circulação da energia solar através do sistema solar. 

Então, aos 84 anos ocorre um "quarto nascimento". Este, de acordo com Rudhyar, leva a totalidade do indivíduo para um novo domínio do destino - para uma desintegração da personalidade ou para uma (relativa) imortalidade.



"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

Entendimento dos Símbolos

Por Fernando Pessoa

Benedictus Dominus Deus noster qui debit nobis signum

O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.


A primeira é simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Têm o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada - todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isso se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é em síntese; e a compreensão é uma vida. Assim, certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é graça, falando a outros que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.

Eu sei ler as estrelas!

Eu sei ler as estrelas!

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Sobre A Metafísica - Rainha das Ciências - A Hécuba kantiana: * A S T R O L O G I A *

Aristóteles: "Este mundo está ligado duma maneira necessária aos movimentos do mundo superior. Todo o poder no nosso mundo é governado por estes movimentos" . (Tratado do Céu)

São Tomás de Aquino: "Os corpos celestes são a causa de tudo o que se produz neste mundo sublunar, agem indiretamente sobre as ações humanas, mas nem todos os efeitos que produzem são inevitáveis". (Suma, quest. XV, art. 5 e vol.III, pp. 2-29)

Dante: "Os astros são, de fato, a causa primeira de vossas ações, mas haveis recebido uma luz que vos permite distinguir o bem do mal, e uma vontade livre que, após ter começado a lutar contra os astros, de tudo triunfa se for bem dirigida". (Purgatório, XVI, 73)

Tycho-Brahé: "O homem contém em si uma influência bem maior do que a dos astros; superará as influências se viver segundo a justiça, mas, se seguir as suas tendências cegas, se descer à classe dos brutos e dos animais, vivendo com eles, o rei da natureza já não comanda, é comandado pela natureza".

Kepler: "Vinte anos de estudos práticos convenceram o meu espírito rebelde da realidade da astrologia".

Goethe: "Vim ao mundo em Franco forte-sobre-o-Meno a 28 de Agosto de 1749, ao soar a última badalada do meio-dia. A constelação era feliz, o Sol estava no signo da Virgem; Júpiter e Vênus formavam com ele bons aspectos; Mercúrio não era desfavorável, Saturno e Marte eram neutros; só a Lua, cheia nesse dia, exercia a força da sua reverberação tanto mais poderosa quanto a sua hora planetária havia começado. Opôs-se, portanto, ao meu nascimento até que essa hora passou. Estes bons aspectos, mais tarde altamente apreciados pelos astrólogos, serão sem dúvida a razão por que fiquei vivo, pois, pela incúria da parteira, julgaram que estava morto quando vim ao mundo, e só depois de numerosos esforços vi a luz". (Poesia e Verdade, cap. I).

Balzac: "A Astrologia é uma ciência imensa e que reinou nas mais altas inteligências".

C.G. Jung: "Se as pessoas cuja instrução deixa a desejar têm julgado que podem fazer troça da astrologia, considerando-a como uma pseudociência há muito liquidada, essa astrologia, remontando das profundezas da alma popular, volta hoje a apresentar-se às portas das nossas universidades, que deixou há três séculos". (Seelenprobleme derGegenwart, p. 241)

André Breton: "É (a astrologia) para mim uma dama muito alta, muito bela e vinda de tão longe que não pode deixar de encantar-me. No mundo puramente físico, não vejo outra cujas qualidades possam rivalizar com as suas. Parece-me, além disso, guardar um dos mais altos segredos do mundo. É pena que hoje – pelo menos para o vulgo – reine no seu lugar uma prostituta". (Atrologie moderne, nº 12, Outubro de 1954)

Claude Lévi-Strauss: "Os antigos construíram um sistema, e esse sistema, a partir do momento em que foi construído, mostrou-se operante e fecundo, pois o homem só pode pensar com sistemas. A astrologia foi um grande sistema, pois ajudou o homem a pensar durante milênios". (L'Astrologue, nº 9)

Lucien Malavard (Prof. De Ciências na Sorbonne): "Penso que os antigos fizeram de certo modo ciências humanas avant lalettre por meio da astrologia: elaboraram assim uma classificação dos seres, uma maneira de ver mais claro nos comportamentos humanos. Pela minha parte, sentir-me-ia tentado a situar a astrologia ao lado das ciências humanas, um pouco mais longe...". (L'Astrologue, nº 15)

ASTROLOGIA NÃO É DOGMA DE FÉ (creio/não creio).

Requer conhecimentos básicos de matemática, geometria, mitologia, antropologia, história, psicologia, semiótica, física, astronomia e filosofia pré-socrática.

Conclamar a união de todas essas disciplinas já a torna deveras intrigante!

Ouça entrevista (em áudio) que concedi sobre Astrologia em "Conhecimento Sem Fronteiras", no site da ESDC: http://www.esdc.com.br/

Entrevista em áudio sobre Astrologia

Realizada por Márcia Oshiro com a Profª Luciene Félix


1ª Parte (duração: 10:45)

O que é astrologia?
Quais os pressupostos deste Saber?
Que conhecimento é necessário para decodificar essa linguagem?
O que são os quatro elementos?
O que tem a nos dizer sobre a Era de Aquário?
No que o estudo de um mapa astral pode ajudar as pessoas?
Qual é a informação mais importante de um mapa astral?

2ª Parte (duração: 9:34)
Após o Sol, qual é a segunda informação a ser analisada?
Como descobrir qual é nosso signo Ascendente?
E quem é de Câncer, por exemplo? Errata: Asc. Câncer mesmo é para quem nasce entre 6 e 8hs da manhã
Qual planeta rege qual signo?
Podemos confiar em mapas da internet?
E quanto às interpretações dos mapas astrais da internet?

3ª Parte (duração: 11:25)
Após o Sol, o Ascendente e a Lua, o que deve ser analisado?
Breve resumo do posicionamento de Vênus nos 4 elementos?
E o que seria uma Vênus mal posicionada?
E quanto a localização do planeta Marte num mapa?

4ª Parte (duração: 9:49)
Posicionamento de Marte & Vênus e a vida sexual.
O que é "Trânsito Astrológico"?
Exemplo de Trânsito.
Qual influência do ciclo de lunação?
E quanto a Lua Cheia?

5ª Parte (duração: 13:24)
O grande presente: o benéfico Júpiter!
Interpretação do trânsito de Júpiter/Zeus por Casas.
Em que consiste o sistema de Casas derivadas?
Sobre a arte do divinatio, da advinhação.
Conhecendo "O Segredo" de se auto-conhecer
E quanto ao rebaixamento de Plutão?
És astróloga? Ensinas a ler as estrelas...